Após cobranças do advogado Solano Mota, Prefeitura de Tauá retira trilhos de mata-burro e intervenção gera novas críticas

O que deveria ser a recuperação de uma passagem sobre a parede do Açude Broco, em Tauá, acabou provocando uma nova denúncia. Após cobranças do advogado Solano Mota sobre os riscos provocados por ferros soltos de um mata-burro, que vinham causando problemas e acidentes com veículos, a Prefeitura de Tauá decidiu intervir no local. Entretanto, segundo o advogado, em vez de recuperar a estrutura, equipes da administração municipal retiraram os trilhos, demoliram as paredes laterais e aterraram o equipamento.

A intervenção ocorreu na passagem sobre a parede do Açude Joel Marques, popularmente conhecido como Açude Broco, que atende moradores e agricultores da região. O mata-burro, construído pelo Governo do Estado, tinha a finalidade de impedir a passagem de animais e garantir melhores condições de circulação para a população.

De acordo com Solano Mota, a retirada completa dos trilhos, sem a devida recuperação da estrutura, criou um novo problema para os agricultores. Com o mata-burro desativado, os animais dos moradores ribeirinhos passaram a circular livremente pela passagem, podendo invadir áreas utilizadas para atividades agrícolas.

MARCO GEORREFERENCIAL DA COGERH TAMBÉM TERIA SIDO DANIFICADO

A denúncia do advogado aponta, ainda, um problema considerado grave: durante a intervenção, o marco georreferencial de número 228, instalado pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (COGERH), teria sido parcialmente danificado.

O equipamento é utilizado como referência técnica para informações georreferenciais relacionadas ao Açude Joel Marques. Solano Mota questiona a execução dos serviços e cobra esclarecimentos sobre os danos à estrutura.

O advogado também quer saber qual foi o destino dos trilhos de ferro retirados do mata-burro. Em seu depoimento, afirmou: “Quanto aos trilhos, só Deus sabe onde eles estão”.

Solano Mota disse que tem procurado manter uma relação de diálogo com a administração municipal, mas considera necessário denunciar situações que, em sua avaliação, prejudicam a população.

O espaço permanece aberto para esclarecimentos da Prefeitura de Tauá e da COGERH sobre os fatos relatados pelo advogado!

Leia também: