Após três meses, Flávio Bolsonaro volta a visitar o pai nesta terça com autorização de Moraes

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, volta a visitar, nesta terça-feira (13), o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, após cerca de três meses sem encontros presenciais em razão de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A autorização foi concedida nesta segunda-feira (12), depois do encerramento do prazo de 90 dias de suspensão das visitas, imposto em julho.

A restrição havia sido determinada após Flávio divulgar uma carta escrita pelo pai em defesa de sua candidatura presidencial. Na avaliação de Moraes, o episódio representou descumprimento de medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, que incluíam limitações ao uso das redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

VISITA NA ‘’CONDIÇÃO DE FILHO’’

Ao comentar a decisão, Flávio afirmou que ficou satisfeito por poder retomar a convivência com o pai e disse que a visita desta terça ocorrerá na condição de filho.

“Pela decisão dele, voltam as visitas regulares, não apenas como advogado, mas também como filho”, declarou.

Na segunda-feira, depois de participar de uma missa na Catedral Metropolitana de Brasília, o senador também comentou a autorização.

“Fiquei muito feliz que bem no dia de Nossa Senhora Aparecida é quando estou autorizado a voltar a visitar o meu pai. Hoje é só para agradecer todo mundo que está orando pelo nosso Brasil. Estou aqui fazendo minha parte”, afirmou.

RESTRIÇÕES

Embora tenha autorizado a retomada dos encontros, Alexandre de Moraes estabeleceu limites.

A decisão proíbe visitas com finalidade político-eleitoral e impede a divulgação de manifestos ou declarações de Jair Bolsonaro sobre as eleições, inclusive por meio de terceiros.

A restrição busca impedir que os encontros familiares sejam utilizados para transmitir mensagens de campanha ou conteúdos políticos atribuídos ao ex-presidente.

Foi justamente um episódio desse tipo que levou à suspensão das visitas em julho.

Na ocasião, Flávio teve acesso a uma carta escrita pelo pai e posteriormente leu o documento durante uma transmissão nas redes sociais.

No texto, Jair Bolsonaro pedia que seus apoiadores se unissem em torno da candidatura do filho, apresentando-o como seu “porta-voz” e defendendo seu nome na disputa presidencial.

Moraes entendeu que a divulgação contrariava as medidas cautelares então vigentes.

PGR ABRIU CAMINHO

A autorização para retomada das visitas seguiu manifestação da Procuradoria-Geral da República, que, segundo as informações apresentadas, não identificou fatos novos capazes de justificar a prorrogação das restrições.

O pedido havia sido feito pela defesa de Jair Bolsonaro na semana anterior.

Os advogados sustentaram que a volta das visitas permitiria preservar a convivência familiar durante o cumprimento das medidas impostas ao ex-presidente, sem comprometer as condições de segurança e fiscalização.