A quarta fase da Operação Sem Desconto revelou, de forma contundente, a facilidade com que os envolvidos nas fraudes contra aposentados do INSS acumularam patrimônio ilícito.
Durante as ações deflagradas pela Polícia Federal, como cobra o repórter Satiro Sales, foram apreendidos bens de alto valor, evidenciando o tamanho do desvio do dinheiro público e o enriquecimento rápido dos investigados.
Os materiais encontrados incluem:
• R$ 720 mil em espécie;
• US$ 72 mil dólares americanos;
• 23 relógios de luxo;
• 106 peças de joias;
• 43 veículos;
• 57 celulares;
• 8 armas e 314 munições;
• 5 CPUs;
• 21 notebooks;
• 2 smartwatches;
• 4 tablets;
• 7 HDs e 8 pen drives.
A lista reforça o impacto do esquema criminoso, que permitia a seus operadores multiplicar rapidamente seu patrimônio às custas de aposentados e pensionistas. A sofisticação e a variedade dos bens apreendidos mostram como o desvio sistemático dos recursos públicos alimentou um ciclo de luxo, ostentação e poder financeiro.
Entre os presos está o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, apontado como peça-chave na engrenagem que teria possibilitado a continuidade das fraudes durante sua gestão. Stefanutto assumiu o comando do instituto em julho de 2023, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e agora é investigado por suposta participação e facilitação das irregularidades.
As apreensões desta fase da Operação Sem Desconto não apenas comprovam a dimensão do esquema, mas também revelam como a criminalidade organizada conseguiu transformar o sofrimento de aposentados em um negócio milionário.
