O Ministério da Educação dará um passo decisivo, nesta semana, para viabilizar o concurso público destinado a preencher milhares de vagas no magistério superior e nos quadros técnico-administrativos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na sexta-feira (14), duas mensagens ao Congresso Nacional com propostas que fortalecem a estrutura educacional brasileira.
A primeira delas altera a lei orçamentária, autorizando a criação de 8,6 mil novos cargos — ampliando o quadro atual de 21.204 para 29.804 vagas no magistério superior e no corpo técnico das instituições federais de ensino. A segunda mensagem cria um plano especial de cargos do MEC, abrangendo funções de nível superior, intermediário e auxiliar, reforçando a capacidade administrativa da pasta.
Durante o evento no Centro Internacional de Convenções do Brasil, Lula destacou que investir em educação é muito mais barato — e mais justo — do que manter um jovem na cadeia por falta de oportunidades.
Para ele, valorizar quem educa é fundamental:
“Tudo o que fizermos para homenagear os trabalhadores da educação ainda é pouco”, afirmou.
O presidente também criticou a histórica resistência das elites brasileiras ao acesso amplo à educação:
“Muita gente nunca quis que o povo fosse educado. Durante décadas, o ensino foi tratado quase como um privilégio.”
Lula lamentou ainda que, apesar dos avanços, o Brasil segue atrás de países vizinhos como Chile e Argentina no percentual de jovens na universidade.
Com a criação dos novos cargos e o avanço do concurso, o MEC reforça seu compromisso de expandir o ensino público, fortalecer universidades e institutos federais e garantir mais oportunidades de formação superior para a juventude brasileira.
