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O atraso no repasse dos recursos do governo federal para custeio das obras do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) no Ceará tem gerado prejuízos para a continuidade das obras. As dívidas das construtoras locais chegam a quase R$ 60 milhões, afetando 20 mil trabalhadores e, pelo menos, 30 empresas do setor.

Na faixa 1 do programa, onde as unidades são destinadas a famílias com renda de até R$ 1, 8 mil mensais, 90% do valor do imóvel é pago com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), quase 80% do total investido no programa durante o primeiro semestre do ano – R$ 2,09 bilhões de R$ 2,54 bilhões – foram para a faixa 1.

De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) as obras estão atrasadas e podem ficar mais comprometidas caso o valor de R$ 1 bilhão prometido pela União não seja liberado. Além disso, a partir da próxima semana as construtoras devem diminuir ou totalmente paralisar o ritmo das obras devido a ausência de dinheiro suficiente para pagar os trabalhadores e comprar o material necessário.