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O presidente da República, Jair Bolsonaro, chegou na manhã deste sábado, 11, à cidade goiana de Águas Lindas, que fica a 56 quilômetros de Brasília, para visitar a construção de um hospital de campanha para atender pacientes com Covid-19.

A visita conta com a presença do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que, no mês passado, anunciou rompimento com Bolsonaro, de quem era aliado de longa data. Isolado politicamente durante a crise do coronavírus, o presidente busca uma reaproximação com o governador. Bolsonaro chegou ao local de helicóptero por volta das 11h20min, acompanhado dos ministros Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo; Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura; e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, com quem Bolsonaro trava uma batalha sobre a condução do enfrentamento à pandemia.

O compromisso não constava da agenda oficial, e não foi permitida entrada da imprensa. Todos eles estão de máscaras.Do lado de fora da área do hospital, um grupo de 50 pessoas se aglomeraram para ver o presidente. Sem máscaras, elas chamavam Caiado de traidor.O hospital de campanha, instalado em uma área de 10 mil metros quadrados, terá 200 leitos se semi UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para atender pacientes de Goiás e do Distrito Federal. A construção começou a há uma semana e a previsão é que esteja concluída em 15 dias.

O governo federal arcará com o custo de R$ 10 milhões para a construção e manutenção do hospital por quatro meses. Já os custos com equipe médica e materiais serão de responsabilidade do governo de Goiás.Desde o início do avanço do coronavírus no País, Bolsonaro tem minimizado a pandemia e já se referiu à doença como “gripezinha”. O presidente também tem circulado por áreas comerciais de Brasília, descumprindo orientações de autoridades sanitárias para que população mantenha distanciamento social. Nesses passeios, ele tem posado para fotos e cumprimentado apoiadores.Bolsonaro defende que a população retome suas rotinas para evitar um colapso da economia e que o isolamento seja restrito a idosos e pessoas com doenças.

O presidente tem 65 anos. Foi após Bolsonaro incentivar, em pronunciamento, que as pessoas voltassem “à normalidade”, que Caiado rompeu com ele. “As decisões do presidente na área da Saúde e sobre coronavírus não alcançam Goiás”, disse o governador na ocasião.O distanciamento social é um dos principais pontos de divergência entre Bolsonaro e Mandetta. Outro é a prescrição da hidroxicloroquina para o tratamento da covid, defendida pelo presidente mesmo sem pesquisas conclusivas sobre a eficácia e os efeitos colaterais do medicamento.

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