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“Já vi isso antes” Essa foi a expressão de muitos torcedores brasileiros que acompanhavam o duelo ontem (27) válido pelas quartas de final da Copa América entre Brasil e Paraguai, na Arena do Grêmio. Ao passo que o tempo ia correndo e a partida se encaminhando para os pênaltis, era impossível não se recordar das duas eliminações para a seleção paraguaia nas quartas de final de 2011 e 2015 da Copa América, ambas nos pênaltis.

O cenário era favorável para que o desfecho fosse o mesmo. Tínhamos mais uma vez a defesa povoada do lado paraguaio e um ataque pouco efetivo do lado canarinho. Embora tenha alcançado quase 70% de posse de bola, as jogadas construídas não culminaram no gol em razão da omissão dos atacantes brasileiros que insistiam em não arriscar chutes à meta de Gatito, que só foi incomodado por dois chutes fracos de Firmino e Philippe Coutinho no primeiro tempo.

Esta realidade de omissão no dever, que é chutar para o gol, só não teve consequências mais prejudiciais devido a forte defesa brasileira que mais uma vez demonstrou elevada técnica e competência para desconstruir todas as jogadas do ataque paraguaio antes mesmo de chegarem à grande área. No meio de campo o Brasil ainda demonstrou problemas de entrosamento entre meias e atacantes e apesar de habilidosos, Arthur e Coutinho ainda não possuem uma total interligação eficaz com o setor de ataque.

Na etapa final a seleção comandada por Tite voltou mais determinada e impôs uma pressão feroz sobre o time paraguaio. Foram várias chances que os atacantes brasileiros tiveram, finalizações perigosas e até uma bola na trave aos 44 minutos. As oportunidades eram barradas pela bela atuação do arqueiro Gatito Fernandez ou pela falta de precisão dos atletas brasileiros. Eles tentaram, lutaram e se esforçaram para acordar daquele pesadelo que parecia se repetir, mas o sono era pesado e não foi possível fugir do “bicho papão” dos pênaltis.

Sai pra lá assombração!

De novo não! O medo de que tudo se repetisse novamente era visível, mas tabu foi feito pra ser quebrado e os atletas da seleção brasileira não queriam se tornar parte da estatística negativa. O primeiro a demonstrar que não ia aceitar eliminação foi o goleiro Alisson, defendendo o primeiro pênalti cobrado por Gustavo Gomez. Na sequência, Marquinhos e Philippe Coutinho marcaram para o Brasil, só que o atacante Roberto Firmino estava na contramão da maioria e colocou a bola pra fora em chute à la Fred no ano de 2011. Mas nada estava perdido e após Dérlis Gonzalez colocar desperdiçar uma cobrança, o jovem Gabriel Jesus de apenas 22 anos teve maturidade para deslocar Gatito e dar a vaga ao Brasil.

Após 12 anos o Brasil está de volta a fase semifinal da Copa América e aguarda o adversário que sairá do confronto que acontece nesta sexta-feira, no Maracanã, no Rio de Janeiro, às 16h, entre Argentina e Venezuela. Já a semifinal está marcada para terça-feira, dia 2 de julho, no Mineirão, em Belo Horizonte, às 21h30.