O líder do PT no Senado, Camilo Santana, anunciou que, nesta semana, se reúne, em Brasília, para acertar duas visitas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Ceará durante o mês de setembro. A articulação da campanha do governador e candidato à Elmano de Freitas prevê uma primeira agenda no início do mês, a partir do dia 7, e outra até o dia 30, com a participação de Lula. Uma das agendas será cumprida em Fortaleza. A outra deve realizada em Juazeiro do Norte.
“Nós estamos trabalhando para que a gente possa trazer o presidente duas vezes ainda nesse mês de setembro. Uma logo no início e outra no final de setembro, para fazer uma agenda política e eleitoral aqui no Estado do Ceará”, afirmou Camilo.
O anúncio ocorre na reta final da campanha para as eleições de outubro e, segundo Camilo, integra a estratégia de intensificação da presença das principais lideranças governistas no Ceará.
CAMILO DIZ QUE VAI PERCORRER TODO O CEARÁ
Além de trabalhar pela presença de Lula no Estado, Camilo afirmou que pretende intensificar sua participação pessoal na campanha de Elmano.
“O meu papel nessa eleição é procurar percorrer o Ceará inteiro. Fiz uma extensa agenda na semana passada, neste final de semana, para conversar com o povo cearense e mostrar que existem dois projetos distintos hoje no Ceará”, disse Camilo !- conversa com o jornalista Luzenor de Oliveira.
Ao falar sobre as parcerias entre Governos Estadual e Federal, Camilo citou o governador Elmano de Freitas, o ex-governador e candidato ao Senado Cid Gomes, a ex-prefeita de Fortaleza e também candidata ao Senado Luizianne Lins, além do presidente Lula e da maioria dos prefeitos cearenses como aliados históricos.
“É o time que nunca mudou de lado. É o time do ex-governador Cid, que é candidato a senador, da Luizianne, ex-prefeita de Fortaleza, do governador Elmano, do presidente Lula, do Camilo e da grande maioria dos prefeitos e prefeitas deste Estado”, declarou.
CAMILO CONTRAPÕE PROJETOS DE LULA E BOLSONARO
Durante a entrevista, o líder petista também buscou estabelecer uma divisão entre os dois principais campos políticos que disputam o Governo do Ceará. Camilo associou a candidatura adversária ao ex-presidente Jair Bolsonaro e questionou quais ações da gestão anterior teriam deixado resultados concretos para o Estado.
“Eu tenho feito esse desafio quando percorro o Ceará: a gente pensar qual foi a obra, qual foi a ação que o governo Bolsonaro deixou no Ceará”, afirmou.
Camilo citou, em contraposição, programas retomados ou ampliados pelo Governo Lula, entre eles Farmácia Popular, Mais Médicos e Minha Casa, Minha Vida, além de iniciativas na área da educação.
PÉ-DE-MEIA E ESCOLAS EM TEMPO INTEGRAL
Ao defender a atual administração federal, Camilo, que comandou o Ministério da Educação antes de retornar ao Senado, destacou o Pé-de-Meia como uma das principais políticas educacionais da atual gestão.
Segundo ele, o programa contribuiu para reduzir em 61% o abandono escolar nas escolas públicas brasileiras e atende atualmente cerca de 390 mil jovens no Ceará.
“Precisou o Lula voltar para trazer todos esses programas de volta, para criar o Pé-de-Meia, eu como ministro da Educação, e reduzirmos 61% do abandono escolar nas escolas públicas desse país. Hoje, 390 mil jovens recebem o Pé-de-Meia aqui no Estado do Ceará”, afirmou.
Camilo também destacou a ampliação das escolas em tempo integral e relacionou a política nacional ao projeto desenvolvido pelo Governo Elmano no Ceará.
Segundo o senador, a expansão permite que estudantes permaneçam durante todo o dia nas unidades de ensino, recebendo três refeições, ao mesmo tempo em que proporciona maior tranquilidade às famílias.
MERENDA ESCOLAR E PROGRAMAS SOCIAIS
Camilo citou ainda o reajuste dos recursos destinados à alimentação escolar.
“O governo passado não deu um centavo de reajuste à merenda escolar. O presidente Lula reajustou em 54% a merenda escolar nas escolas do povo brasileiro”, declarou.
Na defesa do projeto governista, o senador mencionou também a retomada do Minha Casa, Minha Vida, iniciativas relacionadas ao acesso ao gás de cozinha e programas voltados à educação e ao financiamento estudantil.
PANDEMIA VOLTA AO DEBATE ELEITORAL
Camilo também resgatou as divergências com Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. À época governador do Ceará, o petista afirmou que o principal legado da gestão Bolsonaro para o Estado teria sido a resistência à vacinação e voltou a criticar a postura do então presidente diante da crise sanitária.
“O único legado que Bolsonaro deixou aqui no Ceará foi negar a vacina ao povo cearense. Você lembra que eu era governador? Era a nossa luta para salvar vidas, enquanto o presidente debochava das pessoas morrendo e dizia que era uma ‘gripezinha’”, afirmou.
CAMILO ASSOCIA CIRO AO BOLSONARISMO
“São dois projetos distintos. Hoje, o Ciro é o candidato dos bolsonaristas aqui no Estado do Ceará e tenta esconder isso da população”, afirmou Camilo, ao se referir ao grupo adversário que tem a aliança liderada pelo PSDB e integrada pelo PL e União Brasil.
Camilo também fez referência a uma recente decisão da Justiça Eleitoral envolvendo declarações suas sobre o adversário.
“A própria Justiça agora me deu ganho de causa quando eu disse que o candidato do Flávio Bolsonaro era o Ciro aqui no Ceará”, acrescentou.
Ao concluir, o líder do PT apresentou a chapa governista como uma aliança em torno de Lula e Elmano.
“O nosso time é o time do Lula, o time do Elmano, do Cid, da Luizianne. Temos muitos desafios, mas queremos fazer o Ceará avançar ainda mais”, afirmou.
Confira a entrevista na íntegra: