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Em Fortaleza, 204.177 famílias seguem em situação de extrema pobreza, considerando os registros formais por meio da inscrição realizada junto à Prefeitura no Cadastro Único, ferramenta do Governo Federal que identifica e caracteriza a população de baixa renda para inserção nos programas sociais. Nas famílias extremamente pobres, a renda familiar mensal por pessoa é de apenas R$ 89,00. A permanência da desigualdade de renda tem como efeito privações como a fome, já a condição social é responsável pelo acesso a alimentos em quantidade e qualidade adequadas.

Além disso, outras 39.728 famílias de Fortaleza estão em situação de pobreza, segundo o Ministério da Cidadania. Nesse caso, a renda mensal por pessoa é de somente R$ 178,00.

Mesmo com ferramentas para identificação e classificação da insegurança alimentar e nutricional no nível local, esse mapeamento, de modo geral, não é feito pelos municípios, segundo a nutricionista e coordenadora do Grupo de Estudos em Política de Segurança Alimentar e Nutricional (GPSAN) da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Marlene Marques.

Para mensurar os riscos na Capital, conforme a professora, é feito um paralelo com a situação de segurança alimentar identificada para o Ceará pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na última Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio feita especificamente sobre o tema em 2013. O levantamento considera a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar e Nutricional, que classifica a insegurança alimentar em leve, moderada ou grave. No caso extremo a pessoa sofre com a privação total de alimentos.