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O advogado cearense Ernando Uchôa faz parte do grupo que assina a petição do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, que solicita informações e faz questionamentos ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). A ação no Supremo Tribunal Federal faz uma série cobranças na Justiça ao chefe do Palácio do Planalto. Bolsonaro afirmou que poderia dizer como o pai do presidente da Ordem, Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, desapareceu no Regime Militar.

O advogado cearense foi presidente da OAB nacional, em 1995, e lamentou as afirmações de Bolsonaro sobre o pai de Santa Cruz.

Eu acho que foi uma declaração infeliz. Ele deveria ter uma assessoria da AGU (Advocacia Geral da União) ou de um jurista que esteja no Palácio ajudando, disse.

Ernando Uchôa, que assinou o documento como um dos advogados na ação particular, informa que realizou o ato em apoio e “solidariedade” ao episódio dos últimos dias.

Entenda o caso

Bolsonaro afirmou, na última segunda-feira (29), que “se o presidente da OAB quiser saber como o pai desapareceu no período militar, eu conto para ele”. A declaração ocorreu quando fazia comentários sobre o desfecho do processo judicial que considerou Adélio Bispo, autor da facada durante a campanha eleitoral, inimputável, ou seja, impedido de responder pelo ato em razão da doença mental diagnosticada.

O presidente chegou a criticar a atuação da Ordem diante das investigações. Bolsonaro disse que a Ordem teria impedido o acesso da Polícia Federal ao telefone de um dos advogados do autor da facada. “Por que a OAB impediu que a Polícia Federal entrasse no telefone de um dos caríssimos advogados (do Adélio)? Qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB?”, questionou.

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