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O deputado estadual Zezinho Albuquerque decidiu abandonar o PDT para se filiar ao PP (Partido Progressista) e, durante pronunciamento, nesta quarta-feira, na Assembleia Legislativa, se lançou pré-candidato ao Governo do Estado. Zezinho fez questão de destacar que a decisão de se transferir para outra sigla não significa rompimento com os irmãos Cid e Ciro Gomes.

O gesto de Zezinho Albuquerque de sair do PDT é interpretado como resposta à indiferença com que o Governador Camilo Santana e a cúpula estadual do PDT o trataram em seus apelos para ampliar as bases eleitorais que permitissem um novo mandato do filho AJ Albuquerque à Câmara Federal. O PP precisa reunir, pelo menos, 190 mil votos para garantir uma vaga na Câmara. O cálculo deixa Zezinho e AJ apreensivos.

Zezinho fez apelos a Camilo e ao senador Cid para ajudá-lo a compor uma chapa no PP que garantisse tranqüilidade na caminhada para AJ ser reeleito. O histórico de AJ Albuquerque, porém, atrapalhou o seu histórico para construir uma relação de maior conforto com o Palácio da Abolição.

Eleito em 2018, AJ, no primeiro ano de mandato, se indispôs com o senador Cid Gomes, adotou uma linha de independência em relação ao grupo que o ajudou a chegar à Câmara, ignorou apelos do governador Camilo Santana para destinar recursos no Orçamento da União para obras do Governo do Estado e se integrou à base de apoio ao Governo Bolsonaro. Mesmo as ações levadas aos Municípios com os recursos do Orçamento da União, AJ não conseguiu consolidar uma liderança para garantir que o PP some os 190 mil votos para reelegê-lo em 2022.

Sobre a transferência para o PP, Zezinho deu ênfase à boa relação que continuará mantendo com os irmãos Cid e Ciro Gomes.

“Vou para o PP como o Camilo está no PT e o Cid no PDT. Vamos continuar juntos. Coloquei o meu nome à disposição para dar a minha contribuição ao povo cearense para o Governo do Estado’’, disse Zezinho, que fez questão de destacar os seus 32 anos de convivência e boa relação com o senador Cid Gomes. A relação de lealdade levou Cid a eleger Zezinho, por três mandatos, presidente da Assembleia Legislativa.

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