Conheça os benefícios de fazer exercícios físicos para a saúde mental

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A prática regular de exercícios físicos reduz de forma significativa os sintomas de depressão e ansiedade em pessoas de todas as faixas etárias — de crianças a idosos — e pode ter efeito comparável ao de medicamentos e psicoterapia. A conclusão é de uma revisão científica publicada no British Journal of Sports Medicine, que analisou dados de quase 80 mil participantes em diferentes países. Segundo os autores, essa é a maior análise sobre o tema: no total, foram avaliados 1.079 estudos de diversos países.

Juntas, depressão e ansiedade afetam uma em cada quatro pessoas globalmente, com prevalência maior entre jovens e mulheres. “Embora pesquisas anteriores tenham sugerido um impacto na saúde mental comparável à psicoterapia e à medicação para aliviar os sintomas, não estava claro o quão bem o exercício pode funcionar em diferentes idades, frequências e intensidades”, observaram, no artigo, os pesquisadores, conduzidos por especialistas da Universidade James Cook, na Austrália. “Além disso, as sínteses abrangentes anteriores se concentraram apenas em adultos ou incluíram participantes com fatores potencialmente influentes, como doenças crônicas.”

Saúde materna

Segundo o estudo, pessoas entre 18 e 30 anos foram as que relataram maiores reduções nos sintomas depressivos. Já as puérperas tiveram melhoras gerais na saúde mental. “É um dado relevante diante da alta prevalência de depressão pós-parto e do impacto dessa condição na saúde materna e no desenvolvimento infantil”, escreveram os autores. Entre idosos, adultos em geral e adolescentes, os efeitos foram significativos, com magnitudes variadas, destaca o artigo. 

Exercícios realizados em grupo e com supervisão profissional mostraram efeitos mais robustos na redução da depressão do que atividades feitas individualmente e sem acompanhamento. Para os pesquisadores, o componente social pode desempenhar papel importante, seja pelo senso de pertencimento, seja pelo aumento da motivação e da adesão ao programa.

As descobertas também sugerem que a dose ideal de exercício pode variar conforme o transtorno. Para depressão, intervenções de maior duração — acima de 24 semanas — estiveram associadas aos efeitos mais expressivos. Exercícios de intensidade moderada também se destacaram.

Informações – Correio Braziliense