A adoção da fila nacional para a concessão dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ainda não conseguiu reduzir o número de brasileiros que esperam por um atendimento nas mais de 1,5 mil agências espalhadas pelo país. O número de pessoas que esperam pelo serviço já chega a 3 milhões, enquanto o Ministério da Previdência Social (MPS) reforça que segue empenhado em reduzir a fila.
No último dia 13 de janeiro, o INSS publicou uma portaria que estabelecia alterações no Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) e no Pagamento Extraordinário. A principal mudança prevista na norma é a nacionalização da fila, que tem o objetivo claro de reduzir o número de pedidos que aguardam por conclusão em todo o país. Antes, a fila era regional, o que, na prática, elevava a carga de trabalho dos servidores que atuam onde a demanda é maior e reduz o número de serviços onde há menos pessoas na espera.
A estratégia do INSS era priorizar, na análise dos pedidos previdenciários, as pessoas que esperam há mais tempo pela manifestação do Instituto. Também previa uma atenção especial a benefícios com maior demanda, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Em reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), no último dia 29, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, disse que a pasta reconhece o aumento das filas de espera e afirmou que atuaria para reduzir o tempo de análise dos benefícios.
Informações – Correio Braziliense
