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Com três meses de isolamento social devido à pandemia de Covid-19, o Conselho Tutelar de Fortaleza registrou, entre os dias 19 de março e 2 de julho, 640 denúncias de violências e violações de direitos contra crianças e adolescentes na Capital.

A maior parte dos registros relatados envolveu negligência, acompanhamento familiar, maus tratos, situação de rua, conflito familiar e/ou comunitário, violência física, violência sexual e vulnerabilidade social. A maioria das denúncias, nas regionais 5 e 6 da cidade.

As denúncias acompanham uma preocupação que ganhou relevância nacional após a divulgação, pela Agência Brasil, de dados do estudo Primeira Infância para Adultos Saudáveis.

A pesquisa foi coletada no Ceará antes da pandemia de Covid-19 e constatou que 73% dos entrevistados acreditam que castigos são necessários para educar crianças e adolescentes, enquanto que 49% consideram palmadas mais eficientes e, 25%, gritos.

À Agência Brasil, a diretora-assistente do Instituto de Saúde, Sônia Venâncio, responsável pela pesquisa, disse:

“A criança está o tempo todo com os pais, com as escolas fechadas. A gente tem que levar em consideração que é uma situação de estresse para famílias, para cuidadores. Muitos deles estão vivendo situação de isolamento, tendo que lidar com questões financeiras, com a crise que estamos vivendo. Precisamos pensar que a criança pode estar exposta a um ambiente em que cuidadores estão estressados e que podem, eventualmente, lidar com essa situação utilizando mais esse tipo de disciplina punitiva”.

Das denúncias gerais recebidas pelo Conselho Tutelar de Fortaleza, a maior parte envolvia meninas na primeira infância, ou seja, entre zero e seis anos de idade.

(*) Com informações da Câmara Municipal de Fortaleza.

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