Nesta segunda-feira (2), completa-se um mês do desaparecimento da biomédica Érika Luciana de Sousa Machado, de 47 anos, vista pela última vez em 1º de novembro. Moradora de Alexânia (GO), no Entorno do Distrito Federal, ela saiu de casa para comprar ração para o cachorro e resolver um problema no carro antes de viajar para Jataí, onde visitaria o pai — mas nunca mais retornou.
O último registro de Érika ocorreu próximo a Corumbá de Goiás, após o veículo apresentar uma pane mecânica. Desde então, uma força-tarefa formada pelo Corpo de Bombeiros (CBMGO), Polícia Civil (PCGO) e Polícia Militar (PMGO) atua nas buscas.
A delegada Aline Lopes, responsável pelo caso, destacou comportamentos que chamaram a atenção no dia do desaparecimento. Segundo ela, Érika transferiu R$ 10,4 mil para a mãe horas antes de sumir e recusou-se a informar seu nome a um casal que tentou ajudá-la quando o carro apresentou o defeito.
Dois dias depois, o casal procurou a delegacia porque o carro abandonado bloqueava a entrada da propriedade. Eles relataram que Érika havia batido o veículo no meio-fio após a pane e desaparecido logo em seguida, seguindo a pé pela estrada, antes mesmo que o mecânico chamado por eles chegasse.
A investigação analisou todas as câmeras de segurança próximas ao local onde o carro foi deixado. Conforme a delegada, três rotas eram possíveis: duas monitoradas e uma sem câmeras.
“Nas diligências, não encontramos nenhum registro nas rotas filmadas, o que leva a crer que ela seguiu pela única sem monitoramento, que leva a uma área de mata cortada por um rio”, explicou Aline.
As buscas continuam, e a família aguarda, com angústia, por respostas.
