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Um estudo da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) aponta que 35% da água tratada são perdidas com vazamentos na rede de distribuição, fraudes e ligações clandestinas. Os dados se referem ao mês de outubro deste ano, mas retrata uma realidade que se repete no dia a dia na Capital e em muitas cidades do Interior do Ceará. O percentual do desperdício, porém, já foi bem mais alto e chegou a 42%.

Os números atuais não são muito diferentes dos revelados em 2015, quando, segundo levantamentos do Instituto Trata Brasil, o desperdício de água – por ligações clandestinas e vazamentos, bateu perto dos 35%. O índice elevado de água tratada que não chega à torneira das residências ou, em parte, chega de forma ilegal, exige mais fiscalização e eficiência no serviço de manutenção da Cagece, como, também, participação dos consumidores que precisam evitar o desperdício.

O Ceará convive com seis anos consecutivos de estiagem, os níveis dos reservatórios são os mais baixos dos últimos 15 anos e, mesmo assim, há muito desperdício da água tratada na Região Metropolitana de Fortaleza. Essa realidade, segundo o Secretário de Recursos Hídricos (SRH), Francisco Teixeira, exige mudanças de hábitos e há necessidade da racionalização do uso da água diante da crise hídrica.