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“Aprovação sem atropelos” – disse o jornalista Luzenor de Oliveira ao comentar, no Bate-Papo político desta quarta-feira (24), o resultado favorável para o adiamento das eleições municipais deste ano, conforme votação no senado. Aprovada em primeiro e segundo turno pelos parlamentares, a proposta estabelece a realização do pleito para os dias 15 de novembro e 29 de novembro, respectivamente. A matéria segue agora para a Câmara Federal.

Somando 67 votos favoráveis no primeiro turno e 64 no segundo período, a PEC do adiamento das eleição teve um resultado já esperado entre os senadores. Agora na Câmara, o presidente Rodrigo Maia promete que o texto será votado nesta quinta-feira e, confiando nisso, o presidente do Senado, Davi Acolumbre, se programa para realizar a promulgação da matéria já na sexta-feira. Beto Almeida acredita que a proposta será aprovada entre os deputados, embora haja mais pressão:

“Na Câmara deverá haver mais pressão sobre os parlamentares, afinal de contas os deputados estão mais presentes no dia a dia na vida dos municípios, estão ali sofrendo maior pressão dos prefeitos e também dos vereadores”, diz o jornalista Beto Almeida que ainda destaca o fato de que muitas lideranças e representações municipais desejam o adiamento das eleições para o ano que vem ou mudanças mais profundas.

Beto Almeida pontua alguns destaques que foram rejeitados pelos senadores na votação, como a ideia do voto facultativo e a ampliação dos horários de votação, pontos que também serão avaliados pelos senadores, mas que, de acordo com Beto é pouco provável que sejam aprovados porque há pressa quanto a aprovação da matéria e, caso haja mudança na Câmara, a proposta volta para o Senado, um fato que iria retardar o andamento da proposta.

Nesse sentido, o jornalista Luzenor de Oliveira também destaca a proposta do Partido Progressista (PP) que defendia que as eleições fossem transferidas para 2022, mas que foi rejeitada por 53 senadores. Entretanto, ficou aberta a possibilidade de que o Congresso retorne com essa discussão caso, em novembro, a situação sanitária no país ainda seja preocupante. “A grande preocupação é evitar que as aglomerações marcantes em qualquer processo eleitoral, em todas as etapas da pré-campanha e campanha, venham contribuir para expansão da Covid-19“, finaliza Luzenor.

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