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Foto: José Wagner/Governo do Ceará

A preocupação exposta pelos secretários municipais de Saúde diante dos números elevados de testes positivos da Covid-19 e a grande procura de hospitais por pessoas com síndromes gripais levou mais de 2.000 prefeitos a encaminhar, nessa última quarta-feira, um documento ao Ministério da Saúde cobrando ações urgentes para enfrentamento da nova fase da pandemia. São dezenas de gestores de cidades do Ceará que endossam o movimento.

Os prefeitos, por meio do Conectar (Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras), pedem apoio do Governo Federal na estruturação do atendimento ambulatorial, compra de testes rápidos de Covid-19 e de remédios antigripais, atualmente em falta em várias cidades do país. As mais de 2 mil cidades que fazem parte do grupo respondem por uma população de cerca de 150 milhões de pessoas, equivalentes a 65% do território nacional.

O texto encaminhado ao secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destaca que o aumento de novos casos de Covid-19 em conjunto com os de Influenza tem onerado sobremaneira os serviços de atendimento ambulatorial.

Outro ponto apresentado pelo Consórcio é que a intensa demanda no atendimento ambulatorial gerou um esgotamento dos estoques de medicamentos, como o Oseltamivir, que é usado para tratar casos graves de influenza. Em alguns locais, como destaca o documento, já há um apagão destes remédios.

PRESSÃO DOS GOVERNADORES

Vinte e quatro horas após o movimento deflagrado por mais de 2.000 prefeitos, os governadores, também, direcionaram cobrança ao Governo Federal para agilizar a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos como uma das medidas para frear o avanço da variante ômicron. O presidente do Fórum dos Governadores do Brasil, Wellington Dias (PI), cobra a rápida distribuição das vacinas aos estados para a imunização do público infantil.

Wellington, em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira, afirma que, assim que os imunizantes chegarem aos 27 estados da Federação, a vacina terá distribuição imediata; “Estamos prontos. Ao chegar em cada estado, iniciaremos a vacinação, seguindo a regra que foi anunciada e que segue a ciência. Quero dizer aqui que nosso objetivo continua o mesmo: salvar vidas. Nesse caso, salvar vidas de crianças. E, é claro, vamos seguir cobrando da Anvisa também a aprovação para vacinação abaixo de cinco anos”, disse o governador do Piauí, Wellington Dias.

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