O pré-candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse, em visita a Fortaleza, nessa quinta-feira, 28, que no Brasil não existe racismo. “Aqui no Brasil não existe isso de racismo, tanto é que meu sogro é Paulo Negão e quando eu vi a filha dele não queria saber quem era o pai dela”, afirmou a uma plateia de cerca de 15 mil pessoas em um hotel na praia de Iracema.

A afirmação de Bolsonaro foi feita no mesmo dia em que a Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu em parecer o recebimento da denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidenciável por racismo contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs.

A denúncia narra que em uma palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em abril de 2017, o deputado, em pouco mais de uma hora de discurso, “usou expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais”.

Em seu discurso, Bolsonaro disse que a demarcação de terras indígenas deve ser direcionada para a aquisição de royalties com a mineração. “Quem é o índio? Ele não tem dinheiro. Não fala a nossa língua. Como ele consegue grandes espaços de terra? A esquerda os mantém em grandes espaços como se fossem animais em um zoológico. Isso vai mudar”, disse.

O deputado federal também aproveitou o evento em Fortaleza para fazer críticas ao programa Mais Médicos, do Governo Federal. Segundo ele, Cuba exportou ao Brasil guerrilheiros “fantasiados de médicos”.

Bolsonaro chegou em Fortaleza por volta de 11 horas dessa quinta no Aeroporto Pinto Martins, onde falou com simpatizantes de cima de um trio elétrico na parte externa do terminal. Em seguida, partiu para a Praça Portugal, no bairro Meireles, onde discursou, também do trio elétrico, com apoiadores, dentre eles o presidente estadual do PSL, Heitor Freire.

Com informações do Jornal O Estado de São Paulo