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A Secretaria de Infraestrutura do Município de Caucaia apresentou aos moradores e comerciantes da orla do Icaraí – paraíso ameaçado pelo avanço do mar – um moderno projeto de revitalização da área. O público ficou encantado com o vídeo muito bem produzido. Os serviços envolvem obras de contenção de mais 3,6 mil metros, ampliação da Avenida Litorânea devidamente construída com drenagem, dez acessos à praia com mirantes e acessibilidade para cadeirantes.

O projeto contempla, ainda, duas áreas de barracas padronizadas com estacionamentos exclusivos nas ruas transversais à Avenida Litorânea, duas faixas de sentido único para veículos, ciclovia, calçadão de cinco metros de largura para pedestres, obra paisagística, iluminação em Led, e espaço para prática esportiva. As intervenções deverão receber investimentos da ordem de R$ 22 milhões. O vídeo está na internet na página no Facebook da Prefeitura de Caucaia.

No entanto, a pergunta é: como executar um projeto de revitalização sem solucionar, por definitivo, a ameaça da invasão do mar que já dizimou a área de praia de Iparana e agora ameaça seriamente a praia do Icaraí, inclusive expulsando famílias, barraqueiros e investidores?

A resposta a essa pergunta vem com uma informação até então não divulgada. O Secretário de Infraestrutura de Caucaia, Kleber Correia Lima Filho, esclarece que o projeto de contenção já está em fase de negociação com uma empresa brasileira de capital italiano. “Estamos fazendo parcerias público privadas para viabilizar a obra”, destaca Kleber.

São dois projetos que, segundo o secretário, serão executados ao longo da gestão do prefeito Naumi Amorim. “Acredito que, por conta do conjunto da obra, a finalização se dará dentro do prazo de quatro ou cinco anos. Mas, a população já poderá sentir seus efeitos e melhorias com dois anos”, observa.

No momento, a empresa que executou as obras do big bag wall realiza hoje intervenções, sem ônus para prefeitura, para diminuir os impactos causados pela infiltração da água da chuva o que provocou um enorme buraco. Segundo Kleber o trabalho deverá se estender pelos próximos dois meses. Neste tempo, a secretaria deverá lançar um edital de licitação para executar o projeto de drenagem dos 3,7 km do big bag wall, que deverá evitar novos prejuízos com o avanço das marés até a construção dos espigões.

 

EMPRESA DE CAPITAL ITALIANO

 

A reconstrução do big bag wall é de responsabilidade da prefeitura. Já a PPP – Parceria Público Privada, que contempla um projeto de alta tecnologia, demandará maior tempo devido os estudos e negociações. Várias reuniões já aconteceram com órgãos que possuem estudos sobre o assunto como O Instituto Labomar, da UFC, e a empresa Dienergia – brasileira de capital italiano – que demonstrou interesse em realizar o empreendimento e traz tecnologia de última geração com estudos da Universidade de Nápoles, na Itália.

A empresa se compromete a construir 13 espigões no litoral de Caucaia e instalar 48 aerogeradores no mar numa distância de dois quilômetros da área de praia com investimento da ordem de U$$ 1,3 bilhão. Em contrapartida por este investimento, dentro de um período ainda não divulgado, a empresa vai gerar e explorar comercialmente em torno 288 Kwh, capacidade de iluminar uma cidade de 300 habitantes.

A tecnologia de última geração, segundo Kleber, é fantástica e será a primeira obra “offshore” da empresa italiana e também a primeira no Brasil. As obras marítimas vão utilizar plataformas tipo as usadas pela Petrobras para perfuração de poços em alto mar. Entusiasmado, Kleber informa que a prefeitura e a empresa estão finalizando um vídeo sobre a tecnologia a ser apresentado aos caucaienses, uma vez que esse maquinário fará parte da paisagem do litoral.

Segundo Kleber a tecnologia foi pensada de forma a não criar problemas futuros para outras praias como aconteceu com Caucaia quando a construção dos espigões em Fortaleza. Técnicos estão debruçados na elaboração do Eia Rima – Estudos de Impactos Ambientais exigido em todos os projetos que promovam transformações ambientais, inclusive com a participação da Fundação Nacional do Índio, uma vez que um dos espigões faz limite com terras indígenas.

O secretário Kleber Correia esclarece que o projeto total de requalificação da orla deverá envolver recursos da ordem de R$ 50 milhões. Destes, 3,3 milhões já estão alocados e são recursos próprios da prefeitura. Outros R$ 10 milhões estão sendo negociados junto ao Ministério do Turismo, por meio de emendas federais. O restante será negociado junto a iniciativa privada com empresas interessadas em investir em Caucaia ao longo da execução dos projetos.

 

Da Redação – Maria Guilherme

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