Sabe aquele impulso irresistível de comer um prato quentinho, cheio de carboidratos, logo que a temperatura cai? Não, você não está sendo guloso ou usando desculpas para fugir da dieta. O frio, de fato, mexe com o nosso corpo e com o apetite também. A ciência confirma: o aumento da fome no inverno não é apenas psicológico, como muitos pensam. Segundo especialistas, isso tem explicação fisiológica. O corpo precisa trabalhar mais para manter a temperatura estável, o que acelera o metabolismo e aumenta a sensação de fome.
Essa resposta não vem só do corpo — vem do cérebro também. Um estudo recente do Scripps Research Institute dos EUA, publicado na revista Nature (2023), identificou que o frio ativa um grupo específico de neurônios no tálamo, que funcionam como um “interruptor” para o apetite. Em testes com camundongos, os pesquisadores observaram que os animais passavam a buscar mais comida apenas quando estavam em ambientes frios — uma resposta cerebral direta ao clima.
Mesmo com base biológica, é importante fazer uma distinção. Segundo profissionais, nem toda vontade de comer no frio é fome de verdade. Muitas vezes, trata-se de um impulso, uma busca por conforto emocional — o famoso “quentinho no estômago”. O sistema nervoso central, alerta ao frio, aciona esse comportamento como uma forma de garantir energia. Mas cabe a nós perceber quando é hora de alimentar o corpo ou apenas acalmar a mente.
Além da fome, o inverno costuma trazer outra armadilha: a preguiça. A vontade de se mexer diminui, o sofá chama, a coberta pesa. Mas manter o corpo ativo ajuda a evitar excessos à mesa. A boa notícia é que dá pra se alimentar bem, com prazer e sem exageros. A dica é apostar em alimentos de alta densidade nutricional e baixa densidade calórica — aqueles que saciam, mas não pesam.
Alguns aliados para atravessar o inverno com conforto e saúde:
•Sopas com legumes variados e uma fonte de proteína (frango, lentilha, ovos);
•Frutas aquecidas com canela (vale banana ou maçã na frigideira);
•Ovos mexidos no café da manhã, em vez de pães refinados;
•Chás com especiarias termogênicas como gengibre, cacau, pimenta e canela.
Com informações do site Extra
