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Os consumidores pagaram R$ 6,14 bilhões a mais nas contas de luz no ano passado, devido à cobrança da bandeira tarifária, segundo levantamento da Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica.

Apesar do grande desembolso, o valor arrecadado não foi suficiente para pagar todo o custo extra com a produção de energia no ano passado, marcado pela falta de chuvas. O armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas diminuiu, o que praticamente obriga o País a acionar mais termelétricas, estas sim que produzem eletricidade mais cara.

O valor das despesas extras não coberto pela arrecadação da taxa ficou em R$ 4,4 bilhões, custo que deve ser repassado aos consumidores em 2018, com uma correção no valor das tarifas de energia.

Durante o ano passado, a bandeira tarifária ficou metade do ano na cor vermelha – quatro meses no patamar 1, com cobrança extra de R$ 3 a cada 100 quilowatts (kWh) consumidos, e dois meses no patamar 2, com cobrança de R$ 5 a cada 100 kWh.

A bandeira amarela foi acionada em três meses, quando houve taxa extra de R$ 2 a cada 100 kWh consumidos.

Em apenas três meses a bandeira foi verde e o consumidor não pagou taxa a mais na conta de luz. Para se ter uma ideia do prejuízo, a arrecadação de 6 bilhões e 140 milhões de reais em 2017 é quase o dobro do que foi pago pelos consumidores via bandeiras tarifárias em 2016.

Com informação do UOL