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O presidente do Senado, Eunício Oliveira, avaliou, nesta quarta-feira (16), que a revisão da meta fiscal para um déficit primário de R$ 159 bilhões foi melhor do que um possível aumento de impostos. Segundo ele, a classe política não está confortável e nem desejava medidas de contenção de gastos, mas, com as contas no vermelho, o caminho era inevitável.

— Entre a ampliação da meta fiscal, que não é algo desejado pelo mundo político, mas é a realidade brasileira, e a criação de novos impostos, lamentavelmente terei que ficar com uma das duas alternativas e ficarei com a ampliação da meta fiscal, que é menos danosa para a sociedade brasileira do que aumento de carga tributária de pessoa física ou de aumento da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras).

Eunício disse, no entanto, que é contra o aumento da contribuição previdenciária dos servidores públicos, de 11% para 14%. A medida anunciada pela equipe econômica prevê cobrança progressiva, conforme o salário do servidor, com previsão de arrecadação de R$ 1,9 bilhão de reais. Para ele, medidas como estas terão dificuldades de aprovação no Congresso.

— Eu disse com todas as letras que não concordava com essa posição e que, se fosse encaminhada ao Congresso, a aprovação dessas matérias teria muita dificuldade.

Na terça-feira (15), o governo ainda anunciou a extinção de 60 mil cargos do Executivo; o adiamento por um ano do reajuste de salário dos servidores de algumas categorias que já estavam acordadas para o início do ano que vem; e a previsão de reajuste do salário mínimo menor que o previsto em 2018, no valor de 969 reais. As medidas ainda devem ser votadas pelo Congresso Nacional.

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