O uso excessivo de celulares e tablets entre crianças e adolescentes pode reduzir a frequência do piscar, um movimento involuntário importante para a lubrificação dos olhos. A redução desse hábito pode favorecer o surgimento de casos de olho seco, que têm sido observados com maior frequência em consultórios de oftalmologia pediátrica.
A condição ocorre quando a superfície dos olhos não recebe lubrificação adequada, seja pela produção insuficiente de lágrimas ou pela evaporação excessiva. Entre os principais sintomas estão sensação de areia nos olhos, ardência, coceira, vermelhidão e visão embaçada. Durante o uso prolongado de telas, principalmente quando o aparelho fica muito próximo do rosto, a frequência do piscar tende a diminuir, aumentando a evaporação das lágrimas.
O alerta é especialmente importante para adolescentes, que costumam passar mais tempo diante do celular, muitas vezes em ambientes com pouca iluminação. Especialistas recomendam reduzir o tempo de exposição às telas e fazer pausas regulares para preservar a saúde ocular. A Agência Brasil também destaca as pausas durante o uso prolongado de dispositivos eletrônicos como uma medida de cuidado com a visão.