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Para os executivos reunidos na Casa Branca nesta semana para consultar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre seus planos para mudar o comércio e o setor industrial nos EUA, a audiência com o novo presidente foi a parte fácil. A parte difícil será voltar em apenas 30 dias com uma série de recomendações políticas para o governo com as quais todos possam concordar.

Trump se reuniu com executivos de grandes companhias do setor industrial, como a Dow Chemical e a Lockheed Martin, para discutir planos de impor taxas na fronteira sobre companhias que vendem do exterior para o mercado americano. Também se encontrou nesta terça-feira com representantes do setor de automóveis, onde manteve o foco na criação de vagas e no corte de regulações sobre empresas. Dos executivos, Trump quer sugestões para estimular o crescimento de empregos domésticos.

A iniciativa, porém, pode revelar a tensão entre as promessas da política econômica de Trump: cortar impostos para empresas e a classe média e ainda reduzir as regulações do governo em pelo menos 75%, enquanto toma o lado dos trabalhadores em disputas com o comando das companhias.

O presidente ameaça impor um imposto de 35% contra companhias que levem a produção para outros países e então importem seu produtos de volta para os EUA. Não está ainda claro, porém, como isso pode afetar empresas americanas que já têm capacidade de produção significativa fora dos EUA.

As tarifas mais duras que poderiam ajudar empresas como a Whirlpool poderiam também gerar revezes para as empresas que já dependem de uma cadeia de produção fora dos EUA. Por ora, as empresas tentam manter um delicado equilíbrio entre satisfazer o presidente e os acionistas desejosos por custos menores com trabalho. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: Estadão Conteúdo