Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

O alívio de receber a vacina contra a Covid-19 não é o mesmo para todos: estudos iniciais da Fundação Oswaldo Cruz no Ceará apontam que transplantados podem ter baixa taxa de anticorpos mesmo após duas doses. Para seguir com a investigação, a Fiocruz precisa que os pacientes se cadastrem antes de receberem a 3ª dose do imunizante.

 De acordo com Fábio Miyajima, pesquisador da Fiocruz que coordena o estudo, o Ceará tem cerca de 5 mil transplantados de órgãos sólidos – mas, até agora, só pouco mais de 100 se cadastraram para o monitoramento. Transplantados de órgãos sólidos – rim, fígado, pâncreas, coração e pulmão – fazem parte do grupo de imunossuprimidos, que “têm dificuldade de produzir anticorpos, e eles ainda decaem mais rápido”, como explica Miyajima.

Após o cadastro junto à Fiocruz, cearenses que já fizeram transplantes e tomaram uma ou duas doses da vacina anticovid serão chamados para coleta de amostra de sangue e, a partir de então, terão o nível de anticorpos contra a Covid monitorado mensalmente ou a cada dois meses, de forma gratuita. O programa, segundo o pesquisador, é “um projeto maior da Fiocruz” e deve incluir o estudo de outras imunodeficiências, como as de transplantados de medula óssea, pessoas que vivem com HIV, idosos, imunodeficientes primários, desnutridos, entre outros.

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp