Flávio Bolsonaro usou jato ligado a Vorcaro posteriormente utilizado por Moraes

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) viajou dos Estados Unidos para o Brasil, em janeiro de 2025, acompanhado da esposa e das filhas, em uma aeronave ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a revista Piauí, o voo foi realizado em 19 de janeiro de 2025, da Flórida para Brasília, a bordo de um Legacy 650, de prefixo PR-NLR.

A mesma aeronave foi utilizada meses depois pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e pela esposa dele, a advogada Viviane Barci.

O jato era operado pela empresa Prime You, que também detinha um terço das cotas da aeronave. Vorcaro foi sócio da empresa entre 2021 e setembro de 2025. Além disso, o fundador do Banco Master também era sócio da Fraction 024, empresa que passou a ser a proprietária formal do jato no fim de 2024.

Entre os demais cotistas da aeronave estavam o empresário Laércio Cosentino e o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro que também viajou com a família do senador.

Em nota enviada à Piauí, Tomaz confirmou ser titular de uma participação no jato por meio de uma empresa sediada na Ilha da Madeira. Segundo ele, a aeronave era utilizada exclusivamente para fins particulares e ele oferecia caronas a amigos, sem cobrança ou qualquer tipo de contrapartida.

O advogado também afirmou que nunca manteve negócios com Daniel Vorcaro e que só tomou conhecimento de que o banqueiro era cotista da mesma aeronave em abril de 2026. Na ocasião, segundo Tomaz, ele denunciou o contrato, que posteriormente entrou em disputa formal com a operadora Prime You.

Tomaz não informou, no entanto, se Flávio Bolsonaro e os familiares foram seus convidados no voo realizado em janeiro de 2025.

O advogado é investigado por suspeitas de envolvimento no esquema de desvios bilionários de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).