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O esboço do senador Tasso Jereissati para discutir a refundação do PSDB começa a ganhar corpo e, nesta quinta-feira (3), teve repercussão com a divulgação de uma carta dos economistas Elena Landau, Edmar Bacha, Gustavo Franco e Luiz Roberto Cunha que fazem um “apelo” para que a sigla desembarque do Governo Federal.

As manifestações surgiram após a notícia dada, nessa quarta-feira, pelo Jornal O Globo sobre o Movimento Mário Covas, uma ação para discutir novos rumos para o PSDB. O senador cearense está na linha de frente do movimento. O gesto de Tasso agradou herdeiros do ex-governador Mário Covas e os militantes do PSDB querem preservar ou, nesse momento, recuperar a imagem da sigla tucana.

Tasso, segundo a jornalista Lydia Medeiros, do Jornal O Globo, recebeu um telefonema da filha de Mário Covas, Renata Covas, para manifestar alegria com a criação de um movimento de renovação no PSDB. Emocionada e em lágrimas, segundo a jornalista, Renata Covas disse que a notícia deixou-a “mais saudosa e mais feliz”, pelo fato de ação no partido levar o nome de seu pai.

O grupo economistas formado por Elena Landau, Edmar Bacha, Gustavo Franco e Luiz Roberto Cunha defende, também, que, na convenção de agosto, o PSDB renove a sua direção. O senador Tasso responde interinamente pelo comando da sigla, mas decidiu entregar o cargo após o senador Aécio Neves, afastado da Presidência da Executiva Nacional após o vazamento das imagens e do áudio que o implicam em pedido de dinheiro a um dos donos do Grupo JBS, fazer articulações para os tucanos ampliarem a parceria com o Governo Temer.

O texto da carta dos economistas foi divulgada nas redes sociais horas depois da vitória do presidente Temer no plenário da Câmara no Facebook da diretora do BNDES nos anos 1990, no governo Fernando Henrique Cardoso. A carta tem, ainda, a assinatura de dois integrantes da equipe econômica de FHC, os mentores do Plano Real, Gustavo Franco e Edmar Bacha.

“A opção de nos desligar do PSDB pareceu-nos no momento precipitada tendo em vista sua sábia decisão de marcar uma convenção do partido para o próximo mês de agosto”, disse o texto. “Fica nosso apelo para que, na convenção de agosto, sob sua liderança o PSDB – reafirmando seu apoio à equipe econômica e mantendo-se à frente das reformas no Legislativo — decida (i) renovar sua direção, (ii) entregar os ministérios que têm no governo, e (iii) refundar-se programática e eticamente”, conclui. 

A carta destaca, também, que o PSDB optou por “deixar vazio o centro político ético de que o País tanto precisa”, ao ser “incapaz de se dissociar de um governo manchado pela corrupção institucionalizada que herdou do PT”. O PSDB saiu dividido na votação da Câmara Federal que protegeu o presidente Michel Temer de investigação por corrupção passiva pelo STF. Dois 47 deputados federais do PSDB, 22 votaram favoráveis a Temer e 21 contrários. O senador Tasso Jereissati, que defende o desembarque do PSDB do Governo Temer, disse que a sua interinidade no comando da sigla acabou.