A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) reforça as ações voltadas à prevenção e à vigilância epidemiológica da febre do Oropouche, arbovirose transmitida pelo mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora.
O mosquito maruim é considerado o principal transmissor do vírus da febre do Oropouche em áreas rurais e urbanas. Há, ainda, o Culex quinquefasciatus, inseto comumente encontrado em ambientes urbanos que também pode transmitir a doença. Depois de picar o ser humano ou animal infectado, o mosquito permanece com o vírus no sangue por alguns dias e pode transmiti-lo por meio da picada a uma pessoa saudável.
Para se prevenir, a população também deve tomar medidas ambientais. Manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas é fundamental. Os profissionais da Sesa estão trabalhando em campo para averiguar possíveis focos de proliferação do mosquito, capturar vetores, monitorar casos suspeitos e capacitar as secretarias municipais de saúde para o enfrentamento à doença. Desde o seu surgimento no Ceará, já foram realizadas várias ações preventivas com o objetivo de capacitar profissionais da saúde da região sobre o tema.
Em 2025, até o dia 5 de abril, foram confirmados 310 casos de febre do Oropouche no Ceará. Desses, 307 casos estão distribuídos em quatro municípios que fazem parte da Coordenadoria Regional de Saúde (Coads) de Baturité, são eles: Aratuba (81), Baturité (224), Capistrano (1) e Mulungu (1).
