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O  Governo Federal cedeu e sofreu na contagem dos votos, mas conseguiu avançar, nessa quarta-feira, com as mudanças nas regras para concessão de benefícios previdenciários. A Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou, na noite dessa quarta-feira, o parecer do relator da PEC 287, Carlos Marun, ao projeto de reforma da previdência. Agora, o projeto será submetido ao Plenário da Câmara Federal, onde são necessários 308 votos. O presidente Michel Temer tem sido rigoroso com os aliados que querem cargos e benefícios do Governo Federal, mas não o apoiam nas medidas consideradas antipáticas – como as reformas trabalhista e previdenciária. A cobrança não foi apenas verbal e, nos últimos dois dias, o Diário Oficial da União publicou a exoneração de ocupantes de cargos de confiança indicados pelos deputados federais que integram a base de apoio parlamentar ao Palácio do Planalto, mas simplesmente deixaram o Governo na mão durante a votação da reforma trabalhista. Como medida preventiva e para evitar a repetição de eventuais traições na reforma da previdência, o Governo Federal aplicou um remédio amargo para quem quer o bônus do Poder, mas não é capaz de carregar o ônus para defender os projetos desse mesmo Governo que os contempla com cargos. As mudanças nas regras previdenciárias exigem bem mais votos em relação às mudanças na CLT e, por essa razão, o Palácio do Planalto joga pesado para deixar a base parlamentar mais sintonizada e comprometida com a reforma previdência. O ambiente não é  confortável para o governo juntar 308 votos, mas a aprovação, nessa quarta-feira, do parecer na comissão especial da reforma previdenciária surgiu como alívio e, ao mesmo tempo, estímulo para o presidente Michel Temer animar os aliados a acompanha-lo nas mudanças que podem ser consideradas amargas neste momento, mas, em duas décadas, impactantes para os cofres do INSS. Confira o editorial completo no player abaixo:

Editorial-04.05

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