A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal continua sem previsão de encerramento e chegou ao 13º dia nesta terça-feira (12). A paralisação foi mantida depois que a categoria rejeitou, por ampla maioria, a nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2027.
A votação, encerrada, nessa segunda-feira (21) , contou com a participação de 2.771 empregados da base do Rio de Janeiro, o equivalente a mais de 78% dos trabalhadores aptos a votar. Do total, 82,33% decidiram rejeitar a proposta.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, José Ferreira, o principal motivo da rejeição foi a falta de garantias em relação ao Saúde Caixa, considerado um dos pontos mais sensíveis da negociação.
De acordo com ele, os trabalhadores reivindicam o retorno do modelo histórico de custeio, no qual 70% das despesas eram arcadas pela Caixa e 30% pelos empregados. Atualmente, a participação dos trabalhadores aumentou, e a nova proposta, embora amplie o teto de contribuição do banco para o plano, não assegura a retomada desse modelo de forma permanente.
Outro ponto criticado é a situação dos empregados contratados após 2018, que poderão assumir integralmente o custo do plano de saúde quando se aposentarem.
A proposta também previa reajuste no limite de participação da Caixa no custeio do plano, redução da coparticipação em atendimentos de urgência, manutenção da telemedicina sem cobrança, pagamento de abono de R$ 3 mil, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e outras melhorias nas regras de remuneração variável.
Apesar de o sindicato e o Comando Nacional dos Bancários terem recomendado a aprovação para evitar um dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), a maioria da categoria optou por manter a greve.