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A semana começa com temperatura elevada no PSDB. O estopim da crise foi o programa que o partido levou ao ar, na última quinta-feira, em rede nacional de rádio e televisão, com críticas ao presidencialismo de cooptação (troca de apoio por cargos), defesa do parlamentarismo e autocrítica sobre os erros cometidos pela sigla.

O programa teve a condução do presidente interino da Executiva Nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati. O conteúdo gerou ressentimento entre tucanos aliados ao Palácio do Planalto e defendem a permanência do partido no Governo do presidente Michel Temer. O descontentamento entre os aliados de Temer no PSDB cresceu e marca o início da semana com reuniões que podem mudar os rumos da direção nacional tucano.

Os conflitos internos no PSDB  geraram  uma onda de especulações sobre possíveis articulações do Palácio do Planalto para o senador mineiro Aécio Neves reassumir a Presidência Nacional do partido. Aécio se reuniu com o presidente Temer e, no final de semana, o encontro provocou ainda mais incêndio interno no PSDB. Temer negou qualquer movimento para destituir o senador Tasso Jereissati do comando do partido. Tasso tem o apoio do Governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, e do prefeito de São Paulo, João Doria.

O clima de divisão deu margens para o DEM –  aliado histórico do PSDB, avançar nas articulações para atrair os parlamentares insatisfeitos no ninho tucano. A ala do PSDB que defende o apoio ao governo Michel Temer, de acordo com a Coluna Painel, do Jornal Folha de São Paulo,  edição desta segunda-feira, vai partir para o tudo ou nada. Ela quer a saída de Tasso Jereissati (CE) da presidência interina da sigla até o fim desta semana. Diz que, se Aécio Neves (MG) não encontrar um substituto, o PSDB vai perder deputados. Entre os que ameaçam deixar a sigla estão quadros históricos e fundadores da legenda. O mineiro está licenciado da direção do partido desde o estouro do escândalo da JBS — e não quer retomar o posto agora.

A ala anti-Tasso, conforme a Folha de São Paulo, fará reunião na noite desta segunda (21), em Brasília, para comunicar Aécio sobre sua posição. Dois governadores foram chamados: Marconi Perillo (GO) e Reinaldo Azambuja (MS). Ao menos dez parlamentares estariam dispostos a sair se o cearense continuar no cargo. Com a sigla dividida, o grupo que apoia Tasso Jereissati também promete reagir a uma eventual deposição. Qualquer desfecho deixará uma fratura exposta.