O ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, trabalha com um ambiente adverso para permanecer no PDT. Roberto sabe que, com o PDT aliado aos Governos Lula, Elmano e Evandro, não tem espaço e precisa procurar outro caminho partidário para construir um projeto político e eleitoral para 2026.
O ainda pedetista não tem mais ilusão e sabe que mais uma sinalização educada para a sua saída do PDT foi dada, nesta sexta-feira (14), em Fortaleza, pelo Ministro da Previdência Social e presidente nacional licenciado da legenda, Carlos Lupi. O líder pedetista deu não apenas um, mas dois recados: o primeiro, foi a reunião com Evandro Leitão e Elmano de Freitas. O segundo recado teve tom de elegância, mas para um bom entendedor, as palavras bastam.
“Acho que ele tomou uma posição errada naquele momento, mas ninguém está condenado aqui, não, nós não somos um tribunal de inquisição. Não vamos condenar, ‘a pessoa está condenada para sempre’, não existe isso”, disse Carlos Lupi, ao falar sobre o apoio de Roberto Cláudio ao então candidato do PL à Prefeitura de Fortaleza, André Fernandes.
Os dois sinais de Carlos Lupi são mais do que suficientes para, na gíria popular, Roberto Cláudio pegar o beco. O ex-prefeito disse não se arrepender da aliança com o PL e, como mensagem direta aos que o criticam por essa postura, a resposta tem sido rápida: Roberto aprofunda conversas com o ex-senador Tasso Jereissati (PSDB), com o deputado estadual Carmelo Neto (PL) e com o Capitão Wagner (União Brasil).
O trio é oposição ao PT no Ceará e no Brasil. Esse é o caminho de Roberto Cláudio, ou seja, na contramão de Carlos Lupi e André Figueiredo.
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