Hugo Motta descarta CPI do Banco Master e afirma que nenhum pedido será instalado em 2025

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), descartou nesta segunda-feira (9) a possibilidade de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master. Segundo ele, a Casa seguirá rigorosamente a ordem cronológica dos 16 pedidos de CPI que aguardam análise, o que, na prática, inviabiliza a tramitação do requerimento apresentado na semana passada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

“A Câmara tem seu regimento. Temos 16 CPIs protocoladas e precisamos obedecer à ordem cronológica para decidir sobre a instalação ou não dessas comissões”, afirmou Motta. O parlamentar lembrou ainda que, em 2025, decidiu não instalar nenhuma CPI.

Entre os pedidos que aguardam na fila há requerimentos protocolados desde agosto de 2023, como o que solicita investigação sobre irregularidades envolvendo empresas de venda de passagens aéreas promocionais. Também constam um pedido de março de 2024 para apurar denúncias de exploração sexual infantil na Ilha do Marajó (PA) e um requerimento de maio de 2025 voltado à investigação de crimes digitais contra pessoas vulneráveis.

O pedido de CPI para investigar o Banco Master foi protocolado por Rollemberg no último dia 2 de fevereiro e é o único apresentado neste ano, ocupando a última posição na fila. Outros requerimentos pendentes tratam de temas como o aumento do consumo de crack no país, denúncias de estupro contra mulheres e fraudes envolvendo sindicatos no âmbito do INSS.