A revolta com a internet ruim terminou em caso de polícia na Índia. Cansados dos problemas de conexão, moradores de uma comunidade decidiram punir um técnico de uma empresa de telecomunicações e o amarraram a uma torre por aproximadamente duas horas.
O episódio aconteceu na vila de Hardauli, no estado de Uttar Pradesh. Segundo informações da imprensa indiana, os moradores enfrentavam problemas de telefonia e internet móvel havia cerca de dois anos.
Uma torre de telecomunicações chegou a ser instalada na região, aumentando a expectativa de melhoria dos serviços. O sinal, porém, continuou instável.
Os moradores afirmam que apresentaram diversas reclamações, mas não conseguiram uma solução.
TÉCNICO VIROU ALVO DA REVOLTA
Na quinta-feira (10), Aditya Bhan Singh, técnico recém-contratado pela empresa, foi até a comunidade para verificar questões relacionadas ao funcionamento da estrutura.
Ao chegar, foi abordado por moradores, que começaram a cobrar explicações sobre as constantes falhas de conectividade.
A discussão aumentou e o funcionário acabou detido e amarrado com uma corda a uma estrutura da torre.
Um vídeo do episódio circulou nas redes sociais e mostra a mobilização em torno do técnico.
Segundo os relatos, ele permaneceu preso durante aproximadamente duas horas.
MORADORES QUERIAM PRESSIONAR EMPRESA
À polícia, moradores disseram que a intenção era pressionar os responsáveis pela empresa para que outros funcionários fossem enviados ao local e resolvessem definitivamente o problema.
“Uma parte dos moradores nos disse que acreditava que amarrar o técnico com uma corda enviaria uma mensagem às autoridades superiores, levando outros funcionários a virem resolver o problema”, relatou um policial à imprensa indiana.
Em um trecho do vídeo, um dos moradores afirma que o técnico somente seria libertado quando representantes da empresa aparecessem para discutir as falhas no serviço.
SEIS HOMENS FORAM PRESOS
A polícia foi acionada, compareceu ao local e libertou o funcionário.
O técnico apresentou uma queixa e as autoridades abriram uma investigação por privação ilegal de liberdade e outras acusações relacionadas ao episódio.
Seis homens foram presos. Posteriormente, eles conseguiram liberdade após pagamento de fiança.
O caso continua sendo investigado.
O nome da empresa de telecomunicações responsável pelo serviço não foi divulgado e, até o momento das informações disponíveis, a companhia não havia se pronunciado publicamente.