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A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) concluiu o inquérito policial sobre a explosão ocorrida em um posto de combustível, em dezembro de 2016, no bairro Monte Castelo – Área Integrada de Segurança 1 (AIS 1) de Fortaleza. Dois homens foram indiciados por dano ao patrimônio por meio de explosão. O procedimento, concluído nessa segunda-feira (20), foi finalizado, com base no laudo elaborado pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) sobre o caso, e remetido à Justiça.

O posto de combustível onde aconteceu o acidente fica localizado na Avenida Sargento Hermínio. A explosão, ocorrida no dia 26 de dezembro do ano passado, se deu durante o abastecimento de Gás Natural Veicular (GNV) em um Corolla de placas POE 6560 (utilizado como táxi). Ninguém saiu ferido. No momento da explosão, o motorista não estava no transporte. O laudo pericial aponta que o acidente foi ocasionado por falha no cilindro de GNV do carro, que estava inadequado para uso. O documento foi elaborado com o apoio do Laboratório de Caracterização de Materiais (Lacam), da Universidade Federal do Ceará (UFC).

De acordo com o perito Lauro Ferreira Rocha, supervisor do Núcleo de Perícias em Engenharia Legal e Meio Ambiente da Pefoce, o trabalho pericial consistiu em exames feitos no local, coleta de vestígios e solicitação de análises laboratoriais, entre outros procedimentos. Foram feitos exames no cilindro e na válvula do equipamento. Após a conclusão do laudo, o mesmo foi enviado ao 1º Distrito Policial – responsável pelas investigações sobre o caso.

Da análise da quebra do cilindro, constatou-se a presença de solda, o que é proibido pelas normas vigentes. “A solda fragiliza o material uma vez que a zona térmica afetada facilita a propagação de trincas”, explica o perito. No caso, o cilindro, quando foi submetido à alta pressão de serviço da utilização do GNV, não suportou a pressão e se rompeu em uma explosão.

Ainda nas conclusões do laudo, não foi possível constatar a que pressão se encontrava o sistema do posto no momento da explosão, mas tanto o compressor como o dispenser encontravam-se calibrados para acionarem os seus dispositivos de segurança e alívio na pressão de 250bar (unidade de medida de pressão). O cilindro, nas condições de fabricação exigidas, deveria se romper somente com uma pressão em torno de 900bar e, além disso, não deveria explodir. Apenas se romper e deixar vazar o gás.

Os indiciados como responsáveis pelo fato são o proprietário do veículo e o dono da oficina mecânica onde o cilindro foi soldado. As investigações sobre o caso foram realizadas pelo 1º DP – que responde pela área onde se deu o fato. De acordo com o delegado Wagner Diniz, titular da delegacia, o inquérito foi finalizado com base nas conclusões do laudo da Pefoce.

A explosão

Durante a explosão, a parte traseira do Corolla foi completamente destruída. O posto de gasolina sofreu sérios danos estruturais, tendo o cilindro de GNV atravessado a parede do estabelecimento. Algumas pessoas presentes no local tiveram mal súbito por inalação de gás, de acordo com informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE), que atendeu a ocorrência.

Dicas

Para evitar acidentes como este, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) faz algumas recomendações sobre a instalação de GNV:

*Antes de fazer a instalação, deve ser feita uma avaliação das condições do veículo, verificando se existem problemas na parte mecânica e elétrica que poderão interferir no seu funcionamento futuro.

*Outro cuidado é verificar se a oficina instaladora está registrada pelo Inmetro e em dia com seu Certificado de Registro de Instalador (CRI), o que significa que o instalador passou por uma avaliação técnica exigida a cada 18 meses, realizada pelos órgãos delegados do Inmetro nos estados. Para consultar a relação de instaladores registrados no país, o proprietário do veículo pode acessar o site do Inmetro ou entrar em contato com a ouvidoria do instituto pelo número 0800-285-1818.

*Ao realizar a instalação do sistema de GNV, o cliente deve exigir da oficina o atestado da qualidade do instalador registrado – documento que contém os dados do veículo e do proprietário, todos os componentes utilizados, com a identificação da certificação, e as notas fiscais do sistema e do serviço de instalação.

Fonte: SSPDS

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