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A pré-candidatura do ex-governador Ciro Gomes ganha fôlego neste início de ano com o aceno do PSB para uma aliança com o PDT. Os socialistas andam irritados e impacientes com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula abriu diálogo com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para tê-lo como candidato a vice-presidente da República em uma chapa do PT com o PSB.

Alckmin deixou o PSDB e tem como uma das alternativas o PSB, mas, para indicá-lo à chapa de Lula, os socialistas querem que o PT abra mão de candidaturas aos Governos de São Paulo e Pernambuco. Os petistas resistem e, com a porta fechada para avanço nessas negociações, o presidente da Executiva Nacional do PSB, senador Carlos Siqueira, reabriu o canal de conversações com o PDT.

Ciro ganha, assim, força para se manter pré-candidato e afastar especulações sobre uma possível saída da corrida ao Palácio do Planalto. O novo cenário levou o Presidente da Executiva Nacional do PDT, Carlos Lupi, a dizer que a candidatura de Ciro é ‘‘indesistível’ e anunciou que, no dia 21 de janeiro, o partido realiza ato em Brasília para apresentar as novas ações na caminhada das eleições de 2022.

“Eu não sei o que o PSB vai querer, mas Ciro não desiste e eu também sou ‘indesistível’. Para não ter mais esse tititi, quero deixar claro: não estamos gastando esse dinheiro todo com o João Santana para nada”, afirmou Lupi, ao anunciar, ainda, que, as conversas serão ampliadas para construção de uma federação de centro-esquerda, com participação do PDT, PSB, PV e Rede.


O movimento do PDT é uma tentativa de neutralizar o descontentamento interno que deputados federais da sigla fazem para o partido desistir da disputa pela sucessão presidencial para direcionar os recursos do Fundo Eleitoral na campanha à Câmara Federal. Ciro faz articulações e tenta se viabilizar como terceira via ao Palácio do Planalto.

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