Um exame físico anual é a medida preventiva padrão para adultos, mas muitos pacientes da Geração Z estão deixando de lado as consultas médicas regulares. De acordo com uma pesquisa nacional recente realizada pelo Centro Médico Wexner da Universidade Estadual de Ohio, mais de 1 em cada 4 jovens adultos não possui um médico de atenção primária.
Para a Geração Z que possui um médico, a maioria pula as consultas de rotina ou não as agenda: apenas 47% dos jovens de 18 a 29 anos disseram ter feito uma consulta anual de bem-estar no último ano, de acordo com os resultados da pesquisa, divulgados em 29 de junho.
Especialistas alertam que deixar de ir ao médico no início da vida adulta pode ter consequências graves, pois oportunidades de prevenção perdidas nessa fase podem aumentar as chances de desenvolver doenças e condições na vida adulta. Nos últimos anos, as taxas de câncer colorretal dispararam em adultos jovens, tornando-se a principal causa de morte por câncer em pessoas com menos de 50 anos.
A pesquisa consultou 1.006 pessoas de diversas faixas etárias sobre seus hábitos de saúde. Entre todos os grupos etários, os idosos foram os que mais relataram ter um médico de família, com 97% dos entrevistados com 65 anos ou mais afirmando ter um profissional de saúde de referência, em comparação com 71% dos adultos mais jovens.
Muitos jovens da Geração Z, por sua vez, recorrem à clínica de pronto atendimento local para problemas de saúde não emergenciais, com 36% buscando primeiro um serviço de atendimento imediato, segundo a pesquisa. No entanto, a relação médico-paciente é essencial para manter a saúde.
Os adultos mais jovens podem estar menos preocupados com os riscos para a saúde do que as gerações mais velhas, uma vez que geralmente são menos propensos a desenvolver doenças associadas à idade, como distúrbios cardiovasculares e neurodegenerativos.
Mas isso não significa que a Geração Z e os millennials não corram o risco de desenvolver doenças graves mais cedo na vida.
Se o primeiro médico que você consultar não for uma boa opção, os especialistas dizem que é perfeitamente aceitável continuar procurando até encontrar um com quem você se sinta confortável.
