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Uma operação policial no Residencial José Euclides Ferreira Gomes, em Fortaleza, recuperou 38 apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida que estavam ocupados por membros de facções após que expulsaram os proprietários legais. Segundo moradores, criminosos forçavam jovens a se filiarem a um bando e ameaçavam as famílias de morte caso não deixassem o residencial popular.

Desde o dia 26 de novembro, uma reintegração de posse foi determinada pela Justiça e a polícia iniciou uma operação para recuperar as residências e devolver aos proprietários. A procuradora da República que acompanha o caso, Nilce Cunha Rodrigues, afirma que 14 mandados de desocupação ainda devem ser cumpridos. 

De acordo com a procuradora, nos 14 casos membros de facção criminosa seguem ocupando ou venderam ilegalmente as casas que pertencem as famílias expulsas. A procuradora afirma que, em alguns casos, mesmo com reintegração de posse legal, os moradores têm medo de retornar ao lar e sofrerem represália das facções.

A maioria das casas ocupadas por criminosos foram vendidas ilegalmente, já que o programa Minha Casa Minha Vida tem 90% do valor subsidiado pelo Governo Federal e em até dez anos (prazo para quitação do valor total), o proprietário não pode vender ou alugar o imóvel.

Os ocupantes irregulares foram notificados sobre a desapropriação e têm até até 15 dias para sair da propriedade, sob pena de força policial. A operação é resultado de ações ajuizadas pelo Ministério Público Federal (MPF) em conjunto com o Ministério Público Estadual do Ceará (MPCE), em consequência de denúncias feitas pelos proprietários dos imóveis.

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