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Partida entre Ceará e Flamengo apresentou divergências nos números de torcedores visitantes na Arena Castelão e será alvo de investigação por parte do Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE). O principal questionamento é sobre a quantidade de público presente no confronto, com o time alvinegro, mandante na partida, divulgando que 49.986 espectadores estiveram presentes no estádio.

À imprensa, o Vovô informou que 15 mil ingressos estavam à venda para os rubro-negros e foram esgotados. No entanto, para a reportagem, a diretoria do Ceará argumentou que o número foi diminuído para 12.710 pagantes e que teria ocorrido um erro na divulgação dos dados de vendas dos bilhetes. “Não foram vendidos os 15 mil ingressos. A gente julgou que já iria ficar superlotado e não queríamos que acontecesse uma falta de acomodação para o torcedor e a gente ter problemas”, afirmou João Paulo Silva, diretor financeiro do clube.

Para o promotor de Justiça e Coordenador do Nudtor, Edvando França, a mostra visual do jogo pode indicar um maior público presente. “É muito estranho que em um estádio que cabe 63 mil, mas que a capacidade, no momento, é de 50 mil em razão de 9 mil cadeiras estarem quebradas, ter tanta gente em pé ou fora dos assentos”, explicou.

Apesar de não interferir na venda de ingressos, o objetivo do MP-CE é evitar que a capacidade máxima da Arena Castelão seja ultrapassada. Com 35.150 ingressos destinados para a própria torcida, os números do borderô divulgados mostram que o Ceará ocupou, ao todo, 37.290 lugares – superando o estipulado em mais de 2 mil pessoas.

O órgão agora aguarda um relatório da Polícia Militar, que está sendo finalizado, para realizar ou não uma denúncia. O estudo leva em consideração câmeras, catracas e o centro de operações do estádio. Caso seja confirmada a superlotação, o Ceará pode ser punido com multa e perda do mando de campo.

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