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O juiz federal Sergio Moro aceitou nessa quinta-feira, 1º, o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para ser ministro da Justiça do futuro governo, que começa a partir de 1º de janeiro do próximo ano.

Moro vai assumir uma Pasta ampliada e com órgãos de combate à corrupção que estão atualmente em outros ministérios, como a Polícia Federal e parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O magistrado afirmou que pretende implementar “forte agenda anticorrupção e anticrime”. A decisão de Moro abre caminho para a indicação de seu nome para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota oficial, Moro informou que vai se afastar de imediato das ações da Operação Lava Jato na 13.ª Vara Federal em Curitiba, da qual é o titular. Atualmente, o magistrado preside 25 processos vinculados à operação. Para ingressar no governo, Moro terá de pedir exoneração do cargo de juiz, função que exerce há 22 anos.

“Ele falou o que gostaria de fazer lá dentro, (perguntou) se teria meios e liberdade para perseguir uma agenda para combate à corrupção e ao crime organizado, obviamente ao lado da Constituição e das leis. Conversamos e chegamos ao acordo em 100%, em tudo”, disse o presidente eleito, em entrevista após se reunir com o juiz em sua casa, no Rio. “Ele tem ampla liberdade para exercer o trabalho dele lá. Da minha parte, sempre fui favorável a isso. Dei o sinal verde.”

Moro e Bolsonaro conversaram por cerca de uma hora e meia. Parte da conversa teve a participação do economista Paulo Guedes. O presidente eleito e o juiz ficaram a sós por aproximadamente 40 minutos. Após a reunião, o magistrado chegou a deixar o carro onde estava para falar com a imprensa, mas, diante do tumulto no local, não fez nenhuma declaração.

Com informações do Jornal O Estado de São Paulo

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