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Estudar a integração dos sistemas de inteligência do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) foi a pauta de um encontro realizado na tarde desta terça-feira (28) com os gestores das duas instituições, na sede da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ). No dia 9 de agosto, o procurador-geral de Justiça Plácido Rios foi convidado à Secretaria para conhecer o projeto de Segurança Pública Integrada (SPI), uma inovação que utiliza a tecnologia para mapear condutas delitivas em infinitos cenários. Desta vez, o secretário da SSPDS, André Costa, veio à PGJ para conhecer o Sistema de Investigação do MPCE (Simpce), desenvolvido pela instituição para simplificar e agilizar a coleta e análise de dados dos investigados, diminuindo burocracias e tempo de investigação. Também estiveram presentes na reunião, o delegado geral da Polícia Civil, Everardo Lima da Silva, e os promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
O procurador-geral informa que a Secretaria de Segurança Pública terá acesso ao Simpce. “Não há dúvidas de que a saída pra este clima de insegurança e combate à criminalidade no Ceará é o aprimoramento das nossas tecnologias. E, para isso, precisamos falar a mesma língua, tanto a SSPDS, Polícias Civil e Militar, Pefoce, como Ministério Público e Tribunal de Justiça. Precisamos que todos tenham acesso aos mesmos dados. Temos que pensar como cidadãos de uma sociedade que vive um momento muito difícil e nos unirmos no combate à criminalidade”, disse Plácido Rios.
O titular da SSPDS lembra que já existe um exemplo exitoso de trabalho em conjunto com o MPCE: o projeto Tempo de Justiça, que atua para diminuir o tempo de julgamento dos homicídios com autoria identificada em Fortaleza. Sobre a integração do Simpce com o SPI, André Costa destacou que “os trabalhos se complementam e colocam a atuação do Ministério Público e da Segurança Pública em outro patamar, em que deixamos de lado pesquisas e consultas manuais, com acesso a diferentes sistemas; para um novo espaço tecnológico em que toda essa pesquisa é automatizada, com diversos cadastros integrados”, explica. A partir de agora, as equipes técnicas das duas instituições iniciarão os estudos para integração dos sistemas.
O Simpce é um dos três projetos do MPCE finalista do Prêmio CNMP 2018. Ele foi  criado em 2016 pelo servidor e analista ministerial, Gleidson Sobreira Leite. A inovação possui mecanismos de buscas, cruzamento, análise e integração de bases de dados de diversos órgãos, assim como relatórios de inteligência e gráficos automatizados, cruzamento de informações bancárias de pessoas investigadas, e coleta e cruzamento de informações de pagamentos efetuados pelos municípios a fornecedores ou prestadores de serviços. O resultado final da premiação será divulgado no dia 13 de setembro, durante a solenidade de abertura do 9º Congresso Brasileiro de Gestão do Ministério Público, no Instituto Serzedello Corrêa, em Brasília.
Com informação do MPCE
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