O governo federal prepara um pacote de medidas com o objetivo de reduzir as taxas de juros do crédito consignado para trabalhadores do setor privado com carteira assinada, além de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A iniciativa faz parte da estratégia para ampliar o acesso ao crédito e aliviar o custo dos empréstimos para milhões de brasileiros. O repórter Satiro Sales dá mais detalhes em sua participação no Jornal Alerta Geral.
A avaliação da equipe econômica é que, mesmo sendo considerado um dos tipos de crédito de menor risco para os bancos, já que as parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento ou no benefício previdenciário, as taxas cobradas ainda são elevadas.
Entre as propostas em análise está a possibilidade de utilizar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia das operações. A medida reduziria o risco para as instituições financeiras e poderia resultar em juros mais baixos para os tomadores de empréstimo.
Pelo modelo em estudo, os trabalhadores poderiam usar até 10% do saldo do FGTS, além da multa rescisória de 40% em caso de demissão, como garantia para a contratação do consignado.
Outra iniciativa em discussão dentro do governo é ampliar a concorrência entre bancos e instituições financeiras. Para aposentados e pensionistas do INSS, a proposta prevê a criação de um sistema dentro da plataforma Meu INSS, no qual diferentes instituições poderão apresentar ofertas de crédito, permitindo que o beneficiário compare as taxas e escolha a mais vantajosa.
No caso dos trabalhadores da iniciativa privada, também está em avaliação a criação de um teto para os juros do consignado, semelhante ao limite que já existe para aposentados e pensionistas.
Atualmente, a taxa média do consignado para trabalhadores com carteira assinada gira em torno de 3,2% ao mês, patamar considerado elevado pelo governo para um tipo de crédito de baixo risco.
A expectativa da equipe econômica é que, com as mudanças propostas, os juros possam cair para menos de 3% ao mês, tornando o crédito mais acessível.
As medidas ainda estão em fase de discussão dentro do governo e podem ser anunciadas nas próximas semanas, como parte de uma estratégia para estimular o consumo e movimentar a economia em um cenário de juros ainda elevados no país.
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