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O xadrez que está sendo montado para a definição de alianças aos governos estaduais nas eleições de 2022 provoca um verdadeiro vai e vem de articulações e movimentos que, de um lado, podem representar boas conquistas e, de outro, frustrações. O centro das atenções é a formação do ‘União Brasil’, criado a partir da fusão entre DEM e PSL.
A nova sigla deve receber, até o final deste ano, o registro definitivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ‘União Brasil’ herdará do DEM e do PSL 81 deputados federais e 7 senadores. Muitos, por afinidade com o presidente Jair Bolsonaro ou, mesmo, em função de acomodações locais, não estarão no ‘União Brasil’, mas o fundo eleitoral estimado em R$ 700 milhões é atrativo para quem quer disputar as eleições de 2022, especialmente, os Governos Estaduais.


Com o interesse de pré-candidatos a governador, os caciques do DEM e do PSL fazem verdadeiro malabarismo para preservar o maior número possível de deputados e atrair novos filiados. As articulações envolvem interesses de diferentes grupos na corrida ao Palácio do Planalto e aos Governos dos Estados. O arranjo que está sendo feito ameaça deixar fora dos quadros do ‘União Brasil’ potenciais candidatos a governador.

Uma reportagem do Jornal O Estado de São Paulo, edição desta quinta-feira, revela que em dois Estados – Amazonas e Ceará, o ex-governador Amazonino Mendes (sem partido) e o deputado federal Capitão Wagner (Pros) estão na mira do ‘União Brasil’, mas as negociações envolvendo DEM e PDT em outros estados podem mudar os planos de filiação dos dois pré-candidatos.


A reportagem cita, ainda, que Wagner negociava a saída do PROS para o PSL, mas a mudança pode refluir caso o novo partido não lhe dê garantias de concorrer ao governo. A insegurança sobre a entrada do Capitão Wagner nos quadros do novo partido surge em função de conversas do DEM para ter o apoio do PDT em outros estados. Um dos Estados é a Bahia.


O presidente nacional do DEM e futuro Secretário Nacional do ‘União Brasil’, ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, é pré-candidato ao Governo do Estado e, após a aliança montada com o PDT, em 2020, na disputa pela Prefeitura da capital baiana, quer repetir a parceria para as eleições de 2022.


Ao selar o acordo em sua sucessão à Prefeitura de Salvador, ACM Neto já deixava escrito: ‘Aliança em Salvador é recado que DEM e PDT querem futuro comum’, disse ACM Neto, em declaração publicada, no dia 13 de setembro de 2020, pelo Jornal O Estado de São Paulo. Os aliados do Capitão Wagner trabalham com esse cenário real de possíveis adversidades para o ingresso no ‘União Brasil’ como a principal estrutura partidária que surge para quem pretende concorrer às eleições de 2022.

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