A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha o avanço de casos de hantavírus identificados em passageiros e tripulantes do navio de cruzeiro MV Hondius, que navega pelo Atlântico. Até o momento, oito casos suspeitos foram registrados, sendo seis deles confirmados laboratorialmente. Três pessoas morreram em decorrência da infecção, segundo balanço divulgado pela entidade internacional.
As análises apontaram que os pacientes foram infectados pela cepa Andes, considerada rara e conhecida por ser a única variante do hantavírus com potencial de transmissão entre humanos em situações específicas de contato próximo e prolongado. Apesar disso, a OMS reforça que o risco de disseminação em larga escala segue baixo.
O surto colocou autoridades sanitárias da Europa em alerta. O navio, que saiu de Ushuaia, na Argentina, deve permanecer isolado próximo à ilha de Tenerife, na Espanha, onde será realizada a retirada escalonada dos passageiros. Países europeus já organizam voos especiais para repatriar cidadãos que estavam a bordo.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes e saliva de roedores infectados. A contaminação costuma ocorrer pela inalação de partículas presentes no ar em ambientes fechados ou pouco ventilados. Sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, cansaço e problemas respiratórios, podendo evoluir rapidamente para quadros pulmonares graves.
Especialistas destacam que não existe vacina nem tratamento específico para a doença. O atendimento precoce é considerado essencial para reduzir complicações e aumentar as chances de sobrevivência. A recomendação das autoridades sanitárias é evitar contato com locais infestados por roedores e adotar cuidados rigorosos de higiene em áreas de risco.
A OMS também monitora a possibilidade de surgirem novos casos nas próximas semanas, já que o período de incubação do vírus pode chegar a até seis semanas.
