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Uma recente pesquisa realizada por pesquisadores do Núcleo de Biomedicina (NUBIMED), da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) e publicada na revista Emerging Infectious Diseases ‒ vinculada ao renomado Center of Diseases Control, dos Estados Unidos, sugere que o período de vacinação anual contra a gripe no Ceará deveria ser antecipado, especialmente para mulheres grávidas. O estudo é um desdobramento da dissertação do mestre em Saúde Pública pela UFC, José Quirino Filho.

De acordo com a pesquisa, a manifestação de infecção respiratória aguda grave durante a gravidez eleva o risco de que os bebês nasçam de forma prematura e com menor peso. Na ocasião, as gestantes foram escolhidas como grupo de interesse, por estarem no grupo de pessoas prioritárias para ser vacinadas. As avaliações se estenderam sobre os desfechos da vacinação até o nascimento dos bebês. Foram analisados registros oficiais sobre casos de influenza e sobre recém-nascidos no Ceará de 2013 a 2018.

A pesquida ainda apontou que durante o período de análise foram notificados 3.297 casos de SARI (Sigla em inglês para infecção respiratória aguda grave), dos quais 145 ocorreram em mulheres grávidas, correspondendo a 4% dos casos. na oportunidade foram avaliados nos filhos as consequências da mãe ter tido SARI durante a gravidez, sendo comparados com os de filhos de mães saudáveis, que não tiveram SARI durante a gestação.

Segundo o coordenador do NUBIMED e do projeto de pesquisa INFLUEN-SA Brazil, Prof. Aldo Ângelo Moreira Lima, a pesquisa apontou para um aumento de nascimentos prematuros e media de peso inferior comparando com gestantes que não tiervam SARI. “O resultado foi surpreendente em dois aspectos principais: a taxa de bebês prematuros aumentou de 10,7% nas mães sem SARI para 15,5% nas mães com SARI, ou seja, nasceram mais bebês com menos de 37 semanas de gestação quando as mães manifestaram SARI na gestação”, explicou.

Contextualizando sobre o tema, os pesquisadores destacam que a ciência já demonstrou que existe relação entre o número de casos de gripe e a chegada do inverno. No Brasil, as campanhas de vacinação ocorrem anualmente nos meses de abril a junho, de forma a coincidir com o início do inverno no hemisfério sul (que acontece em junho). Já no Ceará a quadra chuvosa é de fevereiro a maio.

(*) Com informações Câmara Municipal de Fortaleza

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