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Uma pesquisa inédita da Universidade Federal do Ceará e do Instituto Maria da Penha mostrou como a violência doméstica impacta no trabalho das mulheres. De acordo com dados do estudo realizado no Nordeste, as mulheres agredidas ficam, em média, 50% menos tempo empregadas, e o salário é 34% menor. Uma das consequências da agressão que leva à rejeição no trabalho é o período de incapacitação após sofrer violência, que pode levar dias em alguns casos.

“Em relação à mulher, ela fica, certamente, incapacitada em alguns dias do ano, dependendo do tipo de violência. [Há queda] em relação ao seu trabalho, em relação a produzir. E isso prejudica tanta a mulher quanto quanto a sua família”, diz a delegada Érika Moura, da Delegacia da Mulher.

Uma das pessoas que teve de sair do emprego devido às agressões foi a cuidadora de idosos Elenita Vieira. Ela conta não que conseguiu conciliar as obrigações profissionais com a rotina de agressão dentro de casa.

“A violência doméstica atrapalha você, principalmente no seu setor de trabalho. Você não consegue mais ser aquela mulher. Quando você menos espera, você está ali chorando, você não está fazendo seu serviço direito”, afirma.

“O patrão quer o quê? Um serviço eficiente, né? Ele está pagando, ele precisa de um trabalho bom; se você não está fazendo um serviço bem feito, você vai o quê? Você vai ser mandado embora”, conta. A pesquisa ouviu 1.000 mulheres nos nove estados da região Nordeste, conforme José Raimundo Carvalho, coordenador da pesquisa.

Uma das mulheres ouvidas foi Mônica Maria Rodrigues, que teve de abandonar a carreira de professora. Ela sofria agressões físicas e psicológicas dentro de casa. Atualmente o ex-marido está preso, e ela sonha em voltar ao mercado de trabalho. “O que eu quero é trabalhar, viver minha vida, retomar minha vida. Eu quero viver, que quero ter uma vida normal.”

Com informações G1 – CE