A relação entre o horário em que a pessoa vai dormir e a saúde do coração está ganhando cada vez mais atenção na comunidade científica. Estudos recentes indicam que quem costuma adormecer muito tarde tem maior probabilidade de desenvolver problemas cardiovasculares, como pressão alta e doenças nas artérias. Por isso, o ponto central não é apenas a quantidade de horas de sono, mas também o momento em que esse descanso acontece.
Pesquisadores têm observado que o organismo segue um relógio biológico interno, o chamado ritmo circadiano. Afinal, ele regula hormônios, pressão arterial e batimentos cardíacos. Em pesquisas que medem pressão arterial ao longo de 24 horas, indivíduos que dormem muito tarde tendem a apresentar menor queda da pressão durante a noite, fenômeno chamado de “non-dipper”. Assim, essa menor queda noturna está relacionada a maior risco de infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Além disso, alterações em hormônios como cortisol e melatonina, ligados ao estresse e ao sono, também aparecem com mais frequência em quem vive em um padrão crônico de “coruja noturna”.
