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Cirurgias com pele de tilápia devem avançar internacionalmente e fazer parte de, pelo menos, dez cirurgias transigente de sexo até o fim deste ano. Os procedimentos estão previstos para acontecer em Cali, na Colômbia. A pele já é utilizada para cirurgias de reconstrução do canal vaginal e para o tratamento de queimaduras. O objetivo agora é utilizá-la desde o início nas cirurgias que transformam pênis em vulvas e vaginas.

Uma conferência internacional que tem início na próxima sexta-feira (02), busca debater e padronizar a técnica inovadora desenvolvida no Ceará. A história e os sucessos do procedimento serão apresentados pelos médicos cirurgiões Edmar Maciel, coordenador da pesquisa e presidente do Instituto de Apoio ao Queimado, e Leonardo Bezerra, ginecologista e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), para especialistas colombianos.

O uso da pele tilápia na Medicina

Surgida em 2014 no Ceará, a pesquisa com a pele de tilápia para fins curativos está sendo desenvolvida em outros seis estados brasileiros (SP, RJ, PR, PE, RS e GO) e também nos EUA, Colômbia, Guatemala, Alemanha, Holanda e Equador, por um grupo de mais de 180 pesquisadores.

Em fevereiro de 2016, uma pesquisa do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da UFC, coordenado pelo professor Odorico de Moraes, revelou que a pele de tilápia tem componentes que ajudam na cicatrização de feridas e queimaduras.

Já em novembro daquele ano foram obtidos resultados dos estudos sobre o material como curativo. O teste foi realizado com 29 pessoas com queimaduras de segundo e terceiro graus. Na ocasião, os médicos destacaram a recuperação mais ágil dos pacientes: entre duas ou três semanas, as lesões já apresentaram melhoras significativas.