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As vacinas da Covid-19 trouxeram alívio e esperança à população para o fim da pandemia e a vida de volta ao normal. Tendo em vista a contraindicação dos médicos a respeito dos casos graves e febris, dúvidas surgiram para os casos dos assintomáticos (pessoas que não sabem que estão infectadas por ausência de sintomas).

Até o momento, não há casos que apresentem risco de segurança de pessoas infectadas e assintomáticas que tomaram a vacina. É o que diz Keny Colares, consultor em infectologia da Escola de Saúde Pública do Ceará: “não há problemas de segurança, não existe risco de realizar vacina para a pessoa que está com Covid e está assintomática. Em nenhuma das vacinas isso está sendo descrito. O que pode atrapalhar é a proteção, a pessoa estará enfrentando ao mesmo tempo a doença e a vacina e é muito provável que essas duas coisas acabem causando uma proteção menor do que se ela tomar em momento diferente sem a doença”.

Ele destaca que de uma forma geral, é melhor evitar essa possibilidade: “Lógico que se a pessoa está assintomática, não tem como ela saber. Mas se ela sabe que foi exposta ao vírus e está cumprindo quarentena e observação para o possível surgimento dos sintomas, o ideal é esperar para receber a vacina”.

“Se tiver com sintoma de Covid, não vacinar. Apesar de variar um pouco de um local para outro, no Brasil a orientação dada é de esperar quatro semanas do início dos sintomas para receber a vacina. Se já recebeu a primeira dose e desenvolveu Covid, esperar quatro semanas para a segunda dose. Não porque trará algum risco, mas porque pode não desenvolver a melhor forma protetora da imunização”, completou.

O diretor da Divisão de Ensaios Clínicos do Butantan, Alexander Precioso, confirmou: “não fazemos testes antes da vacinação. Então com certeza vai ocorrer essa situação de pessoas que estão doentes mas são assintomáticas e vão ser vacinadas. Nós já temos informação de casos assim e não houve nenhuma modificação do ponto de vista de segurança que nos fizesse ter o sinal de que isso não poderia ocorrer, nenhuma informação que diga que é um problema”.

(*) Com informações da Câmara Municipal de Fortaleza

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